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terça-feira, 12 de setembro de 2017

EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

Produzido pela Empresa AgronVida e recomendado no rótulo do produto pelo Chef Executivo Cláudio Procópio que é presidente da AAGE (Associação Amazonense de Gastronomia e Empreendedorismo) e vencedor do Prêmio Nacional Dólmã 2015.

Produto desenvolvido por Afonso Rabelo & Maria das Dores Batista da Silva, em parceria com a empresa AgronVida.

Informações e vendas:  Agronvida, falar com Walter Antunes: (92) 9-9427-3008
e-mail:
  agronvida@hotmail.com


O QUE É EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

É um concentrado aromático de textura líquida, porém viscosa e possui coloração amarelada, alta acidez e substâncias antioxidantes. Esta especiaria é isenta de corantes e de conservantes artificiais. Os frutos utilizados na preparação do extrato e seus constituintes já foram estudados e são bastantes conhecidos pela ciência.

O extrato de frutos amazônicos é um produto inédito constituído por frutos com substâncias antioxidantes e com alta acidez, que por sua vez, atuam nos alimentos como ação antimicrobiana, inibindo o crescimento de microrganismo e de bactérias, promovendo dessa maneira à higienização, combate de odores desagradáveis e consequentemente a melhoria das propriedades organolépticas (cor, brilho, aroma e sabor), sobretudo das carnes de caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos, peixes em geral e vísceras (miúdos). 

Embalagens de 1 e 5 litros.


INGREDIENTES

Polpa de frutos ácidos, sal, água e conservantes naturais.

APLICAÇÃO

O extrato de frutos amazônicos foi desenvolvido para ser utilizado na higienização e combate de odores desagradáveis (pitiú) das carnes caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos, peixes em geral e vísceras (miúdos). A manipulação correta do extrato proporciona melhoria do aroma e do sabor das refeições, tornando-as mais apetitosas.

CONSERVAÇÃO EM PRATELEIRAS

Como alternativas saudáveis para conservação do extrato de frutos, foram adicionados conservantes naturais com propriedades bastante eficazes e conhecidas pela ciência. Se o extrato de frutos for armazenado em local arejado e fresco, o prazo de validade será de 12 meses em prateleira.

VANTAGENS DO USO DO EXTRATO DE FRUTOS

1. Neutraliza odor desagradável, higieniza e aromatiza de carnes de caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos, peixes em geral e vísceras (miúdos); 

2. Evita a impregnação de odores desagradáveis nas mãos das pessoas durante a manipulação das carnes. No caso das frituras, os aromas exalados pelas carnes tratadas com o extrato de frutos são mais fracos em relação aos aromas emitidos pelos métodos tradicionais de tratamento, que por sua vez são mais fortes e desagradáveis;

3. O uso do extrato com frutos amazônicos dispensa o uso do limão, do vinagre, do sal e de ervas.

4. A aplicação correta do extrato de frutos amazônicos não interfere no aroma e nem no sabor próprio das carnes de caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos e peixes em geral.

QUEM PODERIA TER INTERESSE EM COMERCIALIZAR O EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

Supermercados, mercadinhos, empórios que comercializam produtos naturais, açougues e lanchonetes, bares e restaurantes.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

EMPRESA AGRONVIDA LANÇA EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

APLICAÇÃO: O extrato de frutos amazônicos foi desenvolvido para ser usado na higienização e no combate de odores desagradáveis (pitiú) das carnes caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos, peixes em geral e vísceras (miúdos). A utilização do extrato proporciona melhoria do aroma e do sabor das refeições, tornando-as mais apetitosas.

 Produto desenvolvido por Afonso Rabelo & Maria das Dores Batista da Silva, em parceria com a empresa Agronvida.

Informações e vendas:  Agronvida, falar com Walter Antunes: (92) 9-9427-3008
e-mail:  agronvida@hotmail.com


O extrato de frutos amazônicos é um concentrado aromático de textura líquida, porém viscosa e possui coloração amarelada. Esta especiaria é isenta de corantes e de conservantes artificiais. Todavia, as substâncias constituintes do extrato são bastante ácidas, dessa forma, atuam como ação antimicrobiana, inibindo o crescimento de microrganismo, de bactérias e promove à desinfecção e combate de odores desagradáveis, sobretudo das carnes de frangos, frutos do mar, patos, suínos e peixes. Contudo, o aroma forte e marcante do extrato, proporciona a melhoria das propriedades organolépticas e odoríficas das carnes. 

Embalagens de 1 e 5 litros.

Como alternativas saudáveis para conservação do extrato de frutos, foram adicionados conservantes naturais com propriedades bastante eficazes e conhecidas pela ciência. Se o extrato de frutos for armazenado em local arejado, fresco e seco, o prazo de validade será de 12 meses em prateleira.

DADOS NUTRICIONAIS DO EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

As análises físico-químicas foram realizadas no Laboratório de Tecnologia de Pescado da Universidade Federal do Amazonas-UFAM.

As determinações dos parâmetros físico-químicos foram realizadas por métodos preconizados pela A.O.A.C. (1990) e Instituto Adolpho Lutz, São Paulo (2008). Os lipídeos totais foram determinados pelo Método de Bligh & Dyer (1959). Os resultados obtidos seguem na tabela abaixo.

Umidade (%)
Minerais totais (g)
Lipídeos totais (g)
Proteínas (g)
Carboidratos (g)
KcalEB/100 ml
76,87
17,95
0,56
0,27
4,24
22,91


VANTAGENS DO USO DO EXTRATO DE FRUTOS

1. Neutralizar odor desagradável, desinfetar, limpar e aromatizar de carnes de caprinos, frangos, frutos do mar, patos, suínos, peixes em geral e vísceras (miúdos), melhorando dessa forma, o aroma, o paladar e consequentemente refeições mais apetitosas; 

2. Evitar a impregnação de odores desagradáveis nas mãos das pessoas durante a manipulação das carnes. No caso das frituras, os aromas exalados pelas carnes tratadas com o extrato de frutos são mais fracos em relação aos aromas emitidos pelos métodos tradicionais de tratamento, que por sua vez são mais fortes e desagradáveis;

3. O uso do extrato com frutos amazônicos dispensa o uso do limão, do vinagre e do sal e sua aplicação não interfere no aroma e nem no sabor próprio das carnes de frangos, frutos do mar, patos, suínos e peixes.

POTENCIALIDADES DE COMERCIALIZAÇÃO DO EXTRATO DE FRUTOS

O extrato de frutos amazônicos é produto inédito, enriquecido com propriedades ácidas, antioxidantes e antimicrobriana, sendo isento de corantes e de conservantes artificiais. Desse modo, o extrato de frutos apresenta grande potencial para melhoria do aroma e do sabor das carnes, sobretudo aquelas passíveis de adores e paladares desagradáveis ou que são mal conservadas.

COMO USAR O EXTRATO DE FRUTOS AMAZÔNICOS

Modo de aplicação

1. AVES

1.1. Frangos caipiras e patos - Cortar as carnes, lavar em água corrente e escorrer o excesso de água. Fazer furos nas carnes e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo de carnes, aplicar 90 ml do extrato de frutos, misturar bem e deixar em repouso por 60 minutos em temperatura ambiente. Lavar em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos. Escaldar uma vez na água em ebulição, escorrer o excesso da água e finalmente temperar.

1.2. Frangos congelados inteiros ou cortados, asas de frangos, coxas, sobrecoxas e peitos - Lavar as carnes em água corrente e escorrer o excesso da água. Fazer furos nas carnes e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo de carnes, aplicar 90 ml do extrato com frutos, misturar bem e deixar em repouso por 30 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, lavar novamente em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escaldar uma vez na água em ebulição, escorrer o excesso da água e finalmente temperar.

2. CARNES

2.1. Caprinos e suínos - Cortar as carnes e lavar em água corrente. Fazer furos nas carnes e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo de carnes, aplicar 90 ml do extrato de frutos, misturar bem e deixar em repouso por 60 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, lavar em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escaldar uma vez na água em ebulição, escorrer o excesso da água e finalmente temperar.

2.2. Pernil de suínos - Lavar o pernil em água corrente e escorrer o excesso de água. Fazer vários furos profundos no pernil e transferir para uma bandeja de alumínio. Para cada quilo aplicar 50 ml do extrato com frutos, misturar bem, cobrir com papel alumínio a bandeja e deixar em repouso por 2 horas na geladeira. Após repouso, lavar em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escorrer o excesso de água e finalmente temperar. 

3. FRUTOS DO MAR EM GERAL

3.1. Lavar os frutos do mar em água corrente, escorrer o excesso de água e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo aplicar 100 ml do extrato com frutos, misturar bem e deixar em repouso por 60 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, lavar novamente os frutos do mar em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escorrer o excesso de água.

3.2. Camarões secos - Separar as cabeças e as peninhas e lavar em água corrente usando um escorredor de arroz, em seguida, escaldar em água fervendo por duas vezes. Lavar novamente em água corrente e escorrer o excesso de água. Para cada quilo aplicar 100 ml do extrato com frutos e deixar em repouso por 60 minutos em temperatura ambiente. Depois do repouso, lavar novamente em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escorrer o excesso de água e finalmente pronto para ser usado. 

4. CASQUINHAS DE CARANGUEJO, PICADINHO DE PEIXES E PICADINHO DE CARNES DE BOVINOS

4.1. Depositar as casquinhas de caranguejo ou picadinho em uma bandeja de plástico, aplicar 80 ml do extrato de frutos, misturar bem e deixar em repouso por 30 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, transferir as casquinhas de caranguejo ou o picadinho para um escorredor de arroz e lavar em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escorrer o excesso de água e temperar. 

5. PEIXES

5.1. Peixes frescos (Peixes grandes para serem assados, filés de peixes e peixes ticados) - Tratar e furar as superfícies internas dos peixes grandes, tratar e ticar os peixes pequenos e cortar os filés. Para cada quilo aplicar 80 ml do extrato de frutos, misturar bem e deixar em repouso por 30 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, lavar novamente em água corrente para remover todos resíduos do extrato, em seguida escorrer o excesso de água. 

5.2. Peixes salgados - Lavar em água corrente e escaldar duas vezes em água fervendo para remover o excesso do sal. Para cada quilo aplicar 100 ml do extrato de frutos e deixar em repouso por 30 minutos em temperatura ambiente. Depois do repouso, lavar novamente em água corrente para remover todos resíduos do extrato de frutos, em seguida escorrer o excesso da água. 

6. MIÚDOS DE BOVINOS E CAPRINOS

6.1. Cortar e remover os resíduos das sujeiras e o excesso das gorduras. Lavar em água corrente, escaldar uma vez em água fervendo, escorrer o excesso da água e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo, adicionar 90 ml do extrato de frutos e 80 gramas de sal. Misturar bem, tampar a bacia e deixar em repouso por 12 horas na geladeira. Depois do repouso, lavar em água corrente e escaldar em água fervendo por três vezes para retirar o excesso de sal.

7. VÍSCERAS DE FRANGOS E BOVINOS (corações, línguas e moelas)

7.1. Lavar em água corrente, escorrer o excesso de água e transferir para uma bacia de plástico. Para cada quilo aplicar 90 ml do extrato de frutos, misturar bem e deixar em repouso por 30 minutos em temperatura ambiente. Após repouso, lavar novamente em água corrente para remover todos resíduos do extrato, em seguida escaldar uma vez na água em ebulição, escorrer o excesso da água e finalmente temperar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Engenheiro cria receita alternativa com frutos da terra para a tradicional feijoada

Reportagem de Isabelle Valois - Portal Acrítica

Manaus (AM) 


A novidade da vez é a “feijaburi”, uma feijoada que dispensa o uso de condimentos tradicionais para ser temperada com sementes de castanha, polpa de açaí e de buriti 

Apaixonado pelos frutos nativos da Amazônia e encantado pela culinária brasileira, o engenheiro florestal Afonso Rabelo lançou neste fim de semana mais uma nova especialidade da gastronomia regional, resultado de pesquisas desenvolvidas desde 2009 com os frutos nativos. A novidade da vez é a “feijaburi”, uma feijoada que dispensa o uso de condimentos tradicionais para ser temperada com sementes de castanha, polpa de açaí e de buriti.


Quem provou da feijaburi aprovou a novidade e ainda disse sentir uma diferença na quantidade de gordura (bem menor), além de não ficar com a incômoda sensação de má digestão, comum em refeições pesadas como a feijoada. “Nunca havia provado uma feijoada desse tipo. É uma feijoada normal, mas é notável a leveza dos condimentos. O caldo do feijão totalmente sem gordura, até me espantei. Espero que logo a feijaburi entre no mercado. Não vou querer mais saber de outra feijoada”, disse o advogado Michel Santos, 35, que foi degustar da mais nova culinária reelaborada por Afonso, no “Pior Bar do Mundo”, localizado na Compensa, Zona Oeste.


O engenheiro florestal informou que os ingredientes que constituem o tempero feijaburi são ricos em fibras alimentares e em propriedades nutricionais e medicinais, esses auxiliam no bom funcionamento do organismo. “Essas especialidades amazônicas adicionadas no tempero realçam o aroma e ajudam a melhorar o paladar das buchadas e das feijoadas, por isso são bem mais apetitosas”, disse.


O tempero do feijaburi é elaborado a partir da mistura de castanha-do-Brasil com as polpas concentradas do açaí e do buriti, água, ervas amazônicas, óleo vegetal, sal, vinagre e conservantes naturais. “Se esse tempo for bem armazenado, o prazo de validade pode chegar aos seis meses”, informou Afonso.


A gastrônoma Marilda Feitosa, 54, soube da degustação por meio da Facebook e resolveu ir ao evento para provar o novo prato gastronômico. “Encantei-me com a ideia deste pesquisador. Precisamos de mais projetos esse, no qual valorizam e destinam mais finalidades aos produtos da terra. A feijaburi é totalmente rica em fibras, com uma quantidade inferior de gordura que notamos no paladar. É perfeita. Por causa das fibras você percebe que se tem uma melhor digestão. Só tenho a parabenizar o engenheiro pelo projeto e iniciativa. Espero que essa ideia influencie nossos pesquisadores a darem mais valor nos nossos frutos regionais, somos ricos em ciência e inovação”, disse.


Para a aposentada Dea Cavalcante, 76, os condimentos nativos só melhoram ainda mais o paladar de um dos pratos mais tradicionais do País. “Feijoada é muito bom, mas a Feijaburi é bem melhor, tudo pelo simples fato de ser possível perceber que o prato não é tão gorduroso e quando se consome não se tem a sensação de ter exagerado, pois, como nos foi dito, a refeição é rica em fibras”, comentou. 

Link do vídeo sobre a Feijaburi: https://www.youtube.com/watch?v=t6NTF1rJBMU
 

Em breve, a feijaburi está nos mercados


A ideia agora é que até o fim de 2017 o produto entre no mercado. A empresa Agronvida irá fazer essa parceria para produzir a feijaburi em escala comercial. Conforme Afonso Rabelo, até dezembro, será publicado um livro sobre todos os processos da pesquisa da feijaburi e contará com a receita de preparo desta deliciosa feijoada amazônica. “Nossa ideia é compartilhar conhecimento assim como fizemos com outros produtos. As pesquisas que demos início em 2009 têm nos gerado várias publicações científicas e reconhecimento. Logo, não deixaremos a feijaburi fora disso, ela também fará parte deste processo e esperamos que seja um sucesso”, disse Rabelo.


O ponto de partida para as elaborações do tempero se deu em 2009, quando Afonso resolveu realizar uma pesquisa nas feiras de Manaus para ter uma ideia dos frutos nativos comercializados. Essa pesquisa durou três anos e resultou na publicação do livro “Frutos Amazônicos Nativos comercializados nas feiras de Manaus”. Após essa publicação, o pesquisador deu início ao trabalho de reconhecer as propriedades nutritivas e medicinais desses frutos e, desde então, tem buscado meios de para esses frutos serem bem aproveitado na gastronomia Amazônica.


Apoio é bem vindo


Afonso Rabelo tem investido nas pesquisas envolvendo os frutos nativos comercializados nas feiras de Manaus. No caso da feijaburi, o pesquisador informou que tem investido do próprio bolso, mas se caso alguém tenha se interessado pelo tema e queira ajudar colaborando com as pesquisas, ou por qualquer meio de apoio, pode entrar em contato com ele por meio do (92) 98813-7458. A previsão é que até dezembro, a feijaburi esteja sendo comercializada na cidade. 


Fonte: Portal Acrítica – Manaus, AM.

domingo, 26 de março de 2017

MOLHOS DE PIMENTAS COM FRUTOS DA REGIÃO AMAZÔNICA

Molhos fabricados pela Empresa Agronvida Ltda – informações e vendas: (92) 9-9427-3008

Produtos desenvolvidos por Afonso Rabelo e Maria das Dores Batista da Silva em parceria com a Empresa Agronvida 

Mais informações: rabeloafonso@gmail.com

Os molhos de pimentas de frutos amazônicos foram produzidos a partir da mistura da polpa concentrada dos frutos, pimentas murupi, água, ervas amazônicas, óleo vegetal, sal e conservantes naturais. O resultado da mistura é um concentrado com textura líquida, consistência cremosa e coloração de acordo com a pigmentação da polpa dos frutos.

Os ingredientes que constituem os molhos de pimentas são ricos em fibras alimentares e em propriedades nutritivas e medicinais, as quais podem ajudar no bom funcionamento do organismo. Todavia, as especiarias amazônicas adicionadas no molho, realçam um aroma agradável e ajuda a melhorar o paladar das refeições, tornando-as mais apetitosas.

Como alternativas saudáveis para conservação dos molhos de pimentas, foram adicionados ingredientes com conservantes naturais altamente eficientes, bastantes estudados e conhecidos pela ciência. Se os molhos forem armazenados em local arejado, fresco e seco, o prazo de validade será de seis meses em prateleira.

Os molhos de pimentas de frutos amazônicos podem ser indicados para degustação de salgados, comidas quentes, churrascos de carnes, linguiça assadas, peixes e alimentos grelhados, ou como um condimento para realçar sabor em receitas envolvendo peixes, carnes, feijoadas, sopas, tacacá e vatapá. Todavia, o consumo do molho deve ser feito sempre em quantidade moderada, dessa forma, o molho pode proporcionar muitos benefícios para saúde.

Detalhe dos molhos de pimentas com frutos amazônicos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TEMPERO TACABURI COMO ALTERNATIVA PARA SUBSTITUIR O TUCUPI TRADICIONAL NO TACACÁ E NA PREPARAÇÃO DE IGUARIAS AMAZÔNICAS

É um tempero preparado à base de frutos de castanha-do-Brasil, cubiu e buriti, além das ervas amazônicas. A partir dele é obtida uma bebida semelhante ao tucupi na proporção do aroma e do paladar, para ser utilizado pela população em geral, sobretudo por pessoas com problemas de alergias ou com gastrites
*Afonso Rabelo, Maria das Dores Batista da Silva, *Felipe França Moraes e *Gláucio Belém da Silva

*Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-Cbio/INPA-rabeloafonso@gmail.com

O tacacá é considerado na culinária amazônica como um dos principais pratos e bastante apreciado por ser um alimento bastante saboroso. Todavia, um dos principais ingredientes utilizados para preparação do tacacá é o tucupi, no entanto não há uma padronização nas características físico-químicas dessa bebida colocada para comercialização. Estabelecer um padrão de qualidade para o tucupi, não é tarefa muito fácil, pois o tucupi é produzido a partir de diferentes variedades de mandioca e cada produtor possui uma técnica própria para produzi-lo, resultando dessa maneira em produtos com propriedades físicas e químicas desiguais no comércio.

Dessa forma, podemos comprar tucupi com alta acidez, que por sua vez, pode causar vários problemas de saúde nas pessoas. Notadamente a produção do tucupi é artesanal, dessa forma, em locais de processamento onde as condições higiênicas e sanitárias são inadequadas a bebida pode estar sujeita à contaminação, principalmente por coliformes fecais. Alguns estudos com amostras de tucupi compradas em mercados e feiras foram desenvolvidos e comprovaram em algumas delas um índice de contaminação acima do padrão exigido pela legislação brasileira.  

Além desses motivos, alguns comerciantes do tucupi utilizam um corante artificial chamado de tartrazina com objetivo de melhorar a aparência e coloração do produto, nesse caso, a mistura do tucupi com corante pode causar reações alérgicas nas pessoas, especialmente naquelas sensíveis aos corantes artificiais.

Diante dessas situações, tivemos a ideia de desenvolver um tempero mais saudável com propriedades físico-químicas padronizadas, utilizando como matéria-prima principal três espécies diferentes de frutos nativos da Amazônia: a castanha-do-Brasil, a qual é usada para acentuar o sabor e a viscosidade do caldo tacaburi, o cubiu para conferir aroma e o sabor azedo e o buriti para aumentar o aroma, sabor e realçar a coloração amarelada. O resultado dessa mistura é uma bebida semelhante ao tucupi na proporção do aroma e do paladar, mas com baixa acidez, melhor consistência e com propriedades nutricionais e medicinais com índices mais elevados do que o tucupi tradicional, para ser utilizado pela população em geral, sobretudo por pessoas com problemas de gastrites e de alergias (Figura 1). 
 Figura 1. Detalhe do tempero tacaburi.


Ao longo de sete testes de degustação, as pessoas relataram que o sabor é muito parecido com o tucupi tradicional e outras afirmaram que existe pouca diferença entre ambos. O caldo tacaburi foi também testado e aprovado por pessoas com gastrites e alérgicas ao tucupi e por algumas pessoas proibidas pelos médicos para não consumir o tacacá tradicional (Figura 2).

Vídeo do Jornal Repórter Amazonas da TV Cultura do Amazonas sobre o tacaburi: https://www.youtube.com/watch?v=eJQDJNfPJ_8
 
 Figura 2. Degustação do tacaburi no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA.

O tacaburi é um tempero concentrado de coloração amarelada, consistência líquida e textura viscosa, que pode ser diluído na água em duas formas para obtenção do caldo tacaburi em substituição ao tucupi tradicional: 1-O caldo tacaburi suave e 2-caldo tacaburi picante. Para preparação do tacaburi suave, um litro do concentrado rende quatro litros de caldo e o Tacaburi picante rende 3,5 litros (Figura 3).

 Figura 3. Detalhe da cuia de tacacá com o tacaburi no lugar do tucupi.

O tempero tacaburi quando diluído produz um caldo com aroma marcante, porém agradável e com paladar requintado. Por essa razão, adaptamos várias receitas de pratos tradicionais da região amazônica, utilizando o tacaburi em substituição ao tucupi. As receitas foram testadas em pato, frango-caipira, peixes (acari-bodó, cuiu-cuiu, pirarucu, tamuatá, tambaqui, entre outros), costela e rabada bovina e o desenvolvimento do molho de pimenta tacaburi. Até agora, todas as receitas foram aprovadas por unanimidade pelo degustadores (Figura 4). 

Figura 4. Caldeirada de tucunaré no tempero tacaburi.

Quanto aos aspectos econômicos, um litro do tempero concentrado do tacaburi rende aproximadamente 30 cuias médias do tacaburi (tacacá sem tucupi), e se cada cuia for vendida a 15 reais, o rendimento líquido descontando o custo de produção é de 300 reais.