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quinta-feira, 12 de março de 2015

Bom Dia Amazônia: iguaria promete fazer sucesso na gastronomia local

Fruto típico da região, o mari tem aroma forte e sabor marcante

Por Rede Amazônica/ AM da Redação

Você sabe o que é mari? No Amazonas, o Bom Dia Amazônia desta terça-feira (10) mostrou um fruto que está sendo estudado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Pouco apreciado no seu estado puro, o fruto virou iguaria regional e promete fazer sucesso na gastronomia local.

Pudim, bolo, brigadeiro e mousse são alguns dos pratos que receberam um ingrediente diferente: o mari. Já são dez iguarias feitas à base da fruta, que possui grandes quantidades de carboidratos, beta caroteno e potássio. Confira o vídeo http://globotv.globo.com/rede-amazonica-am/bom-dia-amazonia/v/no-am-iguaria-regional-promete-fazer-sucesso-na-gastronomia-local/4023307/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

POTENCIALIDADES GASTRONÔMICAS DOS FRUTOS DO UMARIZEIRO
O fruto do umarizeiro em sua forma in natura possui pouco valor, mas ganha importância comercial quando utilizado para preparação de brigadeiros, bolos, manteigas, biscoitos, doces, mousses, patês, pudins, sorvetes caseiros e tortas.

Por: Afonso Rabelo, Engenheiro Florestal, CBIO-INPA – rabeloafonso@gmail.com


NOMENCLATURA DA ESPÉCIE
Gênero: Poraqueiba Aubl. 
Histoire des Plantes de la Guiane Françoise 1: 123, pl. 47. 1775.
Nome científico: Poraqueiba sericea Tul. 
Annales des Sciences Naturelles; Botanique, sér. 3 11: 172. 1849.
Sinonímias: Poraqueiba acuminata Miers

CARACTERÍSTICAS BOTÂNICAS DO UMARI
Poraqueiba sericea Tul.
ÁRVORE – O umarizeiro é uma fruteira caducifólia, oleaginosa, aromática, de porte médio, podendo atingir até 15 metros de altura. O caule é cilíndrico, curto e retilíneo. O ritidoma (casca) possui superfície rugosa e coloração castanho-escura com manchas esbranquiçadas. A copa da árvore é ampla na base e estreita no ápice, porém fechada, muito ramificada e com folhagens abundantes, estampando uma conformação bastante ornamental. Existem duas variedades de umari, sendo uma com fruto de epicarpo (casca) roxo-escura e outra com coloração amarelo-alaranjada, no entanto, trata-se da mesma espécie. É uma fruteira nativa da Amazônia Ocidental, com predominância nas matas de terra firme do alto rio Negro, Solimões e rio Madeira. O umarizeiro é considerado uma fruteira rústica, precoce, muito produtiva e com potencial nutritivo, econômico e de alto valor agregado, despontando assim como uma boa opção de renda extra, sobretudo para agricultores familiares. Atualmente, é cultivado para produção de frutos em pequenas propriedades rurais, sítios e quintais (Figura 1).
 
 
Figura 1. Hábito de crescimento do umarizeiro. 

FOLHAS – São simples, pecioladas, inteiras e com superfíces glabras na face superior, entretanto possui consistência membranácea, porém firme e com disposições alternas nos ramos. O pecíolo é longo, cilíndrico e côncavo na superfície superior. As folhas do umarizeiro possuem coloração verde-escura na superfície superior e verde-oliva na face inferior. A lâmina foliar possui forma elíptica-ovada, ápice acuminado e base arredondada, porém com nervura central e secundárias proeminentes na face inferior (Figura 2).
 
 Figura 2. (A) folhas com disposições alternas no ramo, (B) detalhe da superfície superior da folha, (C) superfície inferior da folha com nervura central e paralelas proeminentes.

INFLORESCÊNCIAS – São formadas nas axilas das folhas dos ramos finos, no entanto possuem formas paniculadas com coloração amarelo-clara na antese. As flores são bissexuais (hermafroditas), pequenas e quase imperceptíveis, conferindo-lhes, antese matutina, cálice com cinco sépalas soldadas na base de coloração branco-esverdeada, corola com cinco pétalas livres com coloração amarelo-clara na antese e cinco estames (Figura 6).
 Figura 3. (A) inflorescências, botões florais e flores na antese e (B) detalhe da flor na antese.

FRUTOS – São drupas aromáticas com forma ovoide ou oblonga, medindo 5,01 a 8,44cm de comprimento por 4,08 a 6,5cm de diâmetro e pesando em média 92,7 gramas, com menor e maior fruto pesando 47 e 138 gramas respectivamente. Quando colhidos embaixo da árvore logo após a queda espontânea, os frutos do umarizeiro encontram-se semi maduros, por esse motivo são resistentes ao manuseio e transporte, no entanto são muitos frágeis e perecíveis após o amadurecimento completo. Quanto à comercialização, pode ser encontrado em feiras que comercializam produtos regionais e em margens de estradas nas zonas rurais, notadamente nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. O epicarpo (casca) possui superfície lisa, textura muito fina e consistência fraca, no entanto, de acordo com as variedades possui coloração roxo-escuro-brilhante e amarelo-esverdeada a amarelo-laranja quando maduros. O mesocarpo (polpa) com rendimento de 27,72% em relação ao total do fruto possui coloração amarela a laranja-escura, consistência pastosa e textura oleosa, no entanto apresenta sabor marcante e agradável (Figura 4). Contudo, é considerado um alimento nutritivo e energético por encerrar importantes quantidades de carboidratos, lipídeos, proteínas, carotenos, fibras alimentares e potássio. O consumo é basicamente na forma in natura, entretanto o mesocarpo (polpa) pode ser retirado e utilizado nas preparações de biscoitos, bolos, brigadeiros, doces, manteigas, mousses, patês, pudins, sorvetes caseiros e tortas (Figura 5), ou pode ser armazenado em freezers para posterior utilização. O óleo extraído do mesocarpo (polpa) possui potencial produção de cosméticos.  
 Figura 4. (A) detalhes dos frutos e (B) frutos inteiros e descerrados nas formas longitudinais e transversais.

Figura 5. Iguarias produzidas com o mesocarpo (polpa) do umari.

SEMENTES – Possuem formas ovoides, medindo 4,58 a 5,94cm de comprimento por 3,25 a 4,55cm de largura por 3,01 a 4,07cm de altura e pesando em média 34,25 gramas. Entretanto, as sementes são constituídas por endocarpo com superfície lisa, às vezes irregular, coloração marrom-clara, textura sólida, porém fina e consistência lenhosa, por tegumento com coloração castanho-claro, textura fina e consistência fraca e por endosperma abundante de coloração branca e textura sólida, sendo rico em amido, por essa razão, pode ser utilizado na preparação de alimentos ou consumido depois de assado (Figura 6).

Figura 6. Semente inteira e descerrada do umari.

domingo, 14 de setembro de 2014

Casal explora o potencial das frutas amazônicas 

Frutos nativos da região coletados pelo engenheiro florestal Afonso Rabelo viraram deliciosas iguarias nas mãos da esposa
 07 de Setembro de 2014
ANA CELIA OSSAME  - Jornal A crítica

O pesquisador Afonso Rabelo e a esposa Maria das Dores mostram iguarias criadas por eles usando frutas nativas (Antonio Lima - Jornal A crítica)

Bacaba, Buriti, Murici Amarelo, Camu-camu, Jenipapo e Taperebá são frutas nativas pouco encontradas em mercados e feiras da capital amazonense e, por isso, desconhecidas de muitos amazonenses. Alvos de pesquisas do engenheiro florestal Afonso Rabelo, 52, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), as frutas de sabores acentuados e diferenciados, viraram também experiências culinárias causadoras de surpreendentes expressões de satisfação de quem prova as receitas elaboradas em parceria com a esposa dele, Maria das Dores Batista da Silva.
Uma das primeiras demonstrações abertas ao público aconteceu na última quinta, no Paiol da Cultura, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Bolo de Bacaba, de Buriti e Cupuaçu, pudim de Taperebá, além de suco de Murici Amarelo, suco Camu-Camu, Urucuri, Jenipapo e vinho de Bacaba e Buriti foram algumas iguarias degustadas por convidados, entre amigos e servidores do Inpa. A preparação das receitas com os sabores genuínos da Amazônia ganha importância graças à iniciativa do casal, que vem triturando polpas e produzindo caldas, xaropes e cremes capazes de deixar com água na boca os observadores. De acordo com Rabelo, as receitas foram adaptadas e ainda estão em testes, por isso ainda não podem ser compartilhadas. Mas o potencial das frutas amazônicas mostra um bom caminho a trilhar e que podem se transformar em pudins, creme, doce, patê, mousses, sucos, licores, sorvetes caseiro, xaropes, pão, farinha e óleo, enumera o pesquisador.



Experiência 

A primeira experiência de receita foi com o Taperebá, fruta cujo período de safra é de janeiro a março de cada ano. Rabelo estava no Município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) e viu muitas pessoas vendendo um saco de 50 quilos com frutas por R$ 10. “Como eram muitas frutas, pensei que a pessoa poderia agregar valor e ganhar muito mais, por exemplo, fazendo suco, picolé e até um pudim, que ficou muito gostoso”, disse ele, que ganhou o apoio da esposa na proposta que evoluiu para outras frutas, entre as quais a bacaba, também quase inexistente nas feiras e mercados.
A Bacaba virou mousse e creme deliciosos, mas eles ainda não conseguiram chegar a uma receita de pudim dessa fruta. “Nas experiências que fizemos, o gosto ficou mascarado, mas vamos fazer novos experimentos”, disse o pesquisador. Das Dores, como é conhecida, destaca o resultado das iguarias de outra fruta, o Urucuri, cujos suco, creme, pudim e bolo ficam de um sabor incomparável. Esta fruta, certamente virou receita pela primeira vez nas mãos do casal, que além de oferecer delícias para o paladar, não esquecem de afirmar outro diferencial marcante para as receitas: Nenhuma das frutas usadas têm agrotóxico, porque todas foram colhidas na fonte, ou seja, na própria floresta.



Livro vai trazer frutos e receitas

No livro publicado em 2012, Afonso Rabelo catalogou 38 espécies de frutas nativas comercializadas nas feiras e mercados, mas não encontradas durante todo o ano, enumerando as características. A fruta mais rara, catalogada em duas feiras, na Panair e na Torquato Tapajós, foi a Gogó-de-Guariba, semelhante a uma maçã. Até o ano de 2017, o casal pretende lançar um livro descrevendo cerca de 100 frutas nativas e receitas diversas da culinária elaborada pelos dois, que chamam a atenção para a sazonalidade de cada fruta..
Um destaque no livro ele fará para as frutas da região do Purus, muito rica pela paisagem exuberante e bastante preservada. Nascido lá, ele destaca por exemplo, a existência de uma palmeira chamada Urucuri, desvalorizada e desperdiçada, mas quando experimentada na culinária rende bolo, mousse e pudim de sabor inigualável.



Pontos
Ideia é valorizar os frutos amazônicos

O pesquisador catalogou e descreveu frutas raríssimas como o caramuri, que não é comercializado por ser uma espécie rara que só dá de quatro em quatro anos. Uma fruta que surpreendeu o casal e familiares deles, que fizeram a primeira degustação, foi o Urucuri, que usado em suco, creme pudim e bolo rendeu um alimento de sabor incomparável.Para Afonso, o trabalho da catalogação e pesquisa das frutas cumpre uma importante missão de divulgar o valor dessas frutas e contribuir para a preservação e dessa forma, aumentar o consumo delas, dado o grande valor nutricional de cada uma.Nas receitas de pudim, mousse, creme, doce, patê, sucos, licor, sorvete caseiro, xarope, pão, farinha e óleo, as frutas amazônicas desconhecidas ou pouco utilizadas ganham uma valorização importante.

(Fonte:http://acritica.uol.com.br/amazonia/Manaus-Amazonas-Amazonia-Casal-explora-potencial-frutas-amazonicas_0_1207079293.html

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

FRUTOS NATIVOS DA AMAZÔNIA QUE PODERÃO SER ENCONTRADOS DURANTE A COPA DO MUNDO EM MANAUS, AM.

Afonso Rabelo, Engenheiro Florestal - CBIO-INPA - rabeloafonso@gmail.com

Frutos nativos da Amazônia que poderão ser encontrados durante a Copa do mundo em Manaus, dividimos em duas partes: 1) Frutos nas formas in natura (frutos da época) e 2) Frutos industrializados. 

 Frutos maduros de guaraná (Paullinia cupana Kunth).

1) FRUTOS NAS FORMAS IN NATURA são aqueles que podem ser encontrados nas feiras livres, sobretudo, aquelas que comercializam produtos regionais.
Para o mês de junho (mês da copa em Manaus), catalogamos 15 espécies que podem ser encontrados durante a copa do mundo, são elas: açai-do-Amazonas (Euterpe precatoria Mart.), açaí-do-Pará (Euterpe oleracea Mart.), araçá-boi (Eugenia stipitata McVaugh), bacuri-de-espinho (Garcinia madruno (Kunth) Hammel), bacuri-do-igapó (Garcinia brasiliensis Mart.), biribá (Rollinia mucosa (Jacq.) Baill.), cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal), ingá-açu (Inga cinnamomea Spruce ex Benth.), ingá-cipó (Inga edulis var edulis Mart.), jatobá (Hymenaea courbaril L.), jenipapo (Genipa americana L.), mari-mari (Cassia leiandra Benth.), sorvinha (Couma utilis (Mart.) Müll. Arg.), maracujá-do-mato (Passiflora nitida Kunth) e tucumã (Astrocaryum aculeatum G. Mey.). 

AS PRINCIPAIS FEIRAS ONDE ESSES FRUTOS PODEM SER ENCONTRADOS

-Feira do CIGS, localizada na Avenida São Jorge, 750, no Bairro de São Jorge, realizada aos sábados, a cada 15 dias.
-Feira de Frutas Regionais, localizada na Avenida Torquato Tapajós, próxima da entrada para o aeroporto Eduardo Gomes, todos os dias.
 -Feirão da SEPROR, localizada na Avenida Torquato Tapajós, na antiga Expoagro, todas sextas e sábados.
 -Feira de Produtos Regionais do CASSAM, localizada em frente ao aeroporto de Ponta Pelada, a cada 15 dias.

2) FRUTOS INDUSTRIALIZADOS são aqueles beneficiados pelas indústrias alimentícias, de bebidas, de fitoterápicos e de cosméticos, podendo ser encontrados em empórios ou lojas que comercializam produtos naturais, ou ainda em lanchonetes, lojas de artesanatos, restaurantes, sorveterias e supermercados, são eles: 

-Açaí, 2 (duas) espécies (Euterpe oleracea  Mart., &  Euterpe precatoria Mart.), podem ser encontrados nas formas de bombons finos, doces, geleias, licores, picolés, sorvetes, sucos, tortas, entre outros. A polpa concentrada é muito usada em lanchonetes e restaurantes em mistura com outros alimentos.
-Araçá-boi (Eugenia stipitata McVaugh), na forma de bombons finos, geleias e licores.
-Buriti (Mauritia flexuosa L f.), bombons finos, geleias, licores, picolés, sorvetes e cosméticos.
-Camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) McVaugh), licores, polpa concentrada e sucos.
-Castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa Bonpl.), bombons recheados, bolos, sorvetes e castanhas torradas, as quais podem ser usadas como condimentos para preparação de diversos tipos de iguarias, sobretudo as amazônicas. Todavia pode ser encontrado também na forma de cosméticos e de produtos farmacêuticos.
-Cacau (Theobroma cacao L.), licores, sucos, chocolate em barras, chocolate em pó, achocolatados e na preparação de uma imensidão de iguarias.
-Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal), bombons finos e licores. Contudo, a polpa pode ser usada na forma de sucos ou na preparação de compotas, doces e saladas e, ainda como condimento para refeições constituídas principalmente de peixes ou de frangos.
-Cupuaçu (Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) Schum.), polpa concentrada, a qual é muito utilizada na culinária caseira ou em restaurantes nas preparações de bolos, cremes, doces, mousses, pavês, pizzas, pudins, sucos, tortas, entre outros. O fruto do cupuaçu pode ser encontrado também na forma de biscoitos, bebidas destiladas, bombons recheados, geleias, iogurtes, licores, picolés, sorvetes, sucos e cosméticos.
-Jenipapo (Genipa americana L.), licores, todavia, a polpa pode ser usada na preparação de sucos.
-Guaraná (Paullinia cupana Kunth), pó de guaraná, o qual é muito utilizado em lanchonetes para preparação de vários tipos alimentos, entre eles, a mistura de guaraná com limão e mel; guaraná com amendoim, castanha de caju e leite; guaraná com amendoim, ovo de codorna, castanha de caju, mel e leite; guaraná com acerola, leite, mel, catuaba e miratã em pó, entre outros. Em supermercados podem ser encontrados na forma de refrigerantes e xaropes concentrados e, nas lojas de produtos naturais na forma licores, cosméticos e fitoterápicos.
-Pupunha (Bactris gasipaes Kunth), geleias e farinha de pupunha, que pode ser usada na preparação de licores e vários tipos de alimentos tais como: bolos, cuscuz, pães, tortas, massas para salgados, entre outros, ou ainda em várias receitas na culinária caseira. 
-Taperebá (Spondias mombin L.), na forma de licores, polpa concentrada, picolés e sorvetes.
-Tucumã (Astrocaryum aculeatum G. Mey.), sorvetes, todavia, a polpa é muito utilizada em lanchonetes ou restaurantes de cafés regionais em recheios de alimentos constituídos principalmente de tapiocas, ou ainda para preparação sanduíches como o famoso x-caboquinho, o qual tem grande aceitação em Manaus. Contudo, a polpa pode ser usada para preparação de bolos, cremes, macarronadas, pães, pizzas, pudins, entre outros.

POTENCIALIDADES NUTRITIVAS DE ALGUNS FRUTOS DA AMAZÔNIA

-Açaí - O vinho dessa espécie é considerado um alimento de alto valor energético e rico em pigmentos chamados antocianinas, que por sua vez, têm função antioxidante, anticâncer e desintoxicante, além de conter considerados teores de carboidratos, fibras, lipídeos, proteínas, vitamina-E e minerais como: cálcio, fósforo e potássio.
-Araçá-boi -  Rico em carboidratos e vitamina “C”;
-Buriti - É considerado uma das espécies mais ricas em ß-caroteno (pró-vitamina “A”) que se tem conhecimento, com até cinco vezes mais do que encontrada na cenoura;
-Cupuaçu - rico em proteínas, cálcio, fósforo, vitamina “C”;
-Camu-camu -  Fruto mais rico em vitamina “C” do mundo;
-Cubiu – É usado no controle da diminuição dos níveis do ácido úrico, glicose no sangue, coceira da pele e colesterol; cupuaçu possui altos teores de proteína, cálcio, fósforo, vitamina “C” e pectina;
-Guaraná - Possui alto teor de cafeína, proteína, carboidrato, cálcio e potássio. O pó do guaraná é classificado como alimento energético, afrodisíaco e como estimulante, atuando no combate às indisposições físicas, cansaço, estresse mental e fraqueza em geral.
-Pupunha e tucumã - Ambos são ricos em ß-caroteno (pró-vitamina “A”), proteínas, minerais, lipídeos, carboidratos, óleos e fibras.

OS FRUTOS NATIVOS DA AMAZÔNIA MAIS IMPORTANTES

Açaís, cacau, camu-camu, castanha-do-Brasil, cubiu, cupuaçu, guaraná, pupunha e tucumã. São considerados orgânicos, ou seja, são extraídos e produzidos sem o uso de agrotóxicos, conferindo a eles, uma alimentação mais saudável, nutritiva e energética. Todavia, possuem sabores agradáveis e boa aceitação no mercado regional, entretanto, suas potencialidades de valor extrativistas, sustentáveis, nutricionais, medicinais e de valor econômico agregado, já são conhecidas pelos mercados nacionais e internacionais, no entanto, nós amazônidas, precisamos aumentar mais as ofertas de frutos nativos nas feiras, mas para que isso ocorra, é necessário valorizar mais as fruteiras nativas e mudar à cultura extrativista.

PESQUISAS, PUBLICAÇÕES E DIVULGAÇÕES

Sobre frutos nativos da Amazônia, o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) concluiu muitas pesquisas nas áreas de botânica, desenvolvimentos de subprodutos (alguns em fase de patenteamento) e sobre aspectos agronômicos, nutricionais, medicinais e econômicos. Os resultados dessas pesquisas podem ser encontrados em formas de banners, folders, cartilhas e livros e, todos esses materiais estão disponíveis no INPA para consultas. No entanto, para que as pessoas possam consumir os frutos nativos é necessário primeiro conhecer, isso está sendo alcançado por meio da popularização do conhecimento científico no Bosque da Ciência, o qual durante o ano realiza atividades didáticas e educativas, além de possuir amostras de frutos expostos na Casa da Ciência.  Contudo, com intuito de divulgar as pesquisas científicas por meio de linguagem simples e acessível, visando sobretudo, atingir a sociedade em geral, o INPA criou um jornal e uma revista de divulgação científica com distribuições impressas e de fácil acesso em mídias eletrônicas.